sexta-feira, 8 de maio de 2009

Na madrugada é somente eu
Que encontra os barcos abandonados
Que revira os sete mares
Que ancora este coração frio e leviano no fundo do oceano
Que vaga nas noites escuras desse apagão de estrelas
Que busca incessantemente aventuras sombrias
Que chega em ilhas desconhecidas
Somente eu que pauso a respiração para ouvir o quebrar das ondas
Que fecho os olhos para sentir a brisa congelada que pousa em minha pele
Que abro os braços em busca de aconchegar essas ventanias marítimas
Que se alegra com o brilho do farol a distância e não se cansa, não se cansa
Que junta céu e mar quando pensa em navegar
Que consegue sentir o sabor fresco do vento forte da costa
Entre outras somente eu que sei a hora de parar e continuar
Que sabe a diferença entre de afogar-se e inundar-se
E a única que sabe como achar um caminho para nunca mais voltar.