domingo, 4 de dezembro de 2011

Respiro em parafusos
Desmemorizo do meu amado
Nosso amor que nunca vivemos
Memorizo nossas desmemórias
Qualquer imagem insólita

Nossa história presa no papel
Desenhando descaminhos
Pela sola do cansaço
Anteposto às desmemórias
Do chão curvado em poeiras incautas

Nos conto, por ti e por mim
Sem começo, sem fim
No descomeço o fim
Despedaçando a fera
Do seu olhar insano

Lembro e esqueço das desmemórias
Do que não mais me alento
Desfeito pelo vento da redenção
Livres pelas nossas desculpas
Das desmemórias de ti e de mim.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Ultimo amante

Olhar-te me és cortejo
Enamoro-te em desejos
Sórdidos em atropelos
Em meus anseios
Sou teu ultimo amante
Sobrevivente de mares
Roubar-te-ei entre segredos
Amar-te-ei com grande apelo
Pela janela salvar-te-ei meu amor
Nos dirão de perdição
Eis que nela me encontraste perdido
A procura de encontrar-lhe
Sei em teus suspiros
Meu nome voa alto
Invejar-me-iam pássaros
Te canto, me encantas
Eis meu recanto
Esconderijo do nosso amor
Ninho de louvor
Amo-te de graça, de pé e de joelhos
Amo-te até s cotovelos
Nuca, dedos
Em teus seios
Me durmo e me anoiteço
Com deleito
Amo-te inconcebivelmente
Por entre olhares
Meus, seus
Tão nossos
Nosso amor incorrigível és delito
Contra a carne, alma e vestido
Deus que me perdoe sem suplícios
O que é amor não adultera
Amo-te com honradez
Zelo e pitadas de caprichos
Sou o ultimo dos últimos
Amo-te me absurdos
Delírios absolutos
Não me absouto
Absorvo-te
Minha ultima amada.