domingo, 4 de dezembro de 2011

Respiro em parafusos
Desmemorizo do meu amado
Nosso amor que nunca vivemos
Memorizo nossas desmemórias
Qualquer imagem insólita

Nossa história presa no papel
Desenhando descaminhos
Pela sola do cansaço
Anteposto às desmemórias
Do chão curvado em poeiras incautas

Nos conto, por ti e por mim
Sem começo, sem fim
No descomeço o fim
Despedaçando a fera
Do seu olhar insano

Lembro e esqueço das desmemórias
Do que não mais me alento
Desfeito pelo vento da redenção
Livres pelas nossas desculpas
Das desmemórias de ti e de mim.

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