terça-feira, 12 de junho de 2012

Insônia

Insônias são dessintonias
De todas minhas rimas
Noite que não acalma
Nem silencia palavras refugiadas  no dia-adia
Insônia é vida mortis na madrugada
Do dia em que não conseguiu viver
Insônia é busca das noites perdidas
Do dia em que esteve dormindo
Insônias são compensações
Dos dias na escuridão
Insônias são noites em claro
Somente na mancha trêmula e sombria
É possível ver alguma luz
Insônia é o fim do túnel
E a chegada ao ápice da sobriedade
Insônias são meus recantos
Meus quatro cantos do mundo
Insônia não é batalha
Insônia é sinfonia
De minhas insônias sou maestrina
E toda insônia tem sua bailarina
Uma poetisa
Insônia é feita de sonhos
Que se apaga com o pesadelo do dia
Insônia ás vezes é barriga com fome
Cheias de mentes pensantes
E uma memória fraca de como foi o dia
Já o dia, o dia trás mentes vazias
O dia, a maioria deles são feitos de sol
E digo-lhes: o sol só faz sentido de noite!
Porque de dia ele queima
Na insônia o sol brilha
Insônia tem alma
A insônia não cala
Insônias não dão bom dia
Insônias me são bem vindas!
Na insônia não há mentiras
Insônia é fantasia
Insônias permitem